quarta-feira, 24 de junho de 2015

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A Outra face da raiva - Primeira fase do Estudo



A Outra face da raiva (2004) é um drama com traços de comédia que apresenta a raiva como resposta ao “abandono” sofrido por Terry Wolfmeyer (Joan Allen).
É sabido que raiva gera raiva (e ressentimento e vingança e patologias) e o filme bem mostra como também revela que a mesma não está desassociada da  tristeza, frustração, e sofrimento que se disfarçam no grito, no alcoolismo, no comportamento irascível da personagem.
Anestesiar a dor é prática atualíssima numa sociedade que anseia resultados encantadores e instantâneos, onde o rápido já ficou para trás, e se deseja uma vida paradisíaca, sem incômodos, pressões e aprendizados, enfim sem dores. Os outros podem sofrer! Lá fora o desastre, a fome, o assassínio pode acontecer, mas são coisas que acontecem e são prováveis lá e não aqui.
É interessante perceber que Terry sofre e faz sofrer pela perspectiva que percebe a adversidade ocorrida em sua vida. Pode-se imaginar que o relacionamento não vinha bem para que seus pensamentos tomassem o rumo que tomou, ou que ela estava trazendo a superfície o reflexo de suas feridas psíquicas. Quem vai saber?
Embora a raiva se manifeste no corpo (adrenalina, taquicardia, sudorese),é alimentada pelo que se acredita, pensa e alimenta no psiquismo...
Reconhecer a raiva e compreendê-la possibilita encontrar a nossa parte nos acontecimentos que experienciamos e perceber como lidamos com a impermanência das lições, além de evitar o ressentimento, já que sendo a raiva uma emoção primária é fato que acontecerá, porém mantê-la é uma questão de autoconhecimento.



Poemou ... Poemeu


Mascarados

Saiu o Semeador a semear

Semeou o dia todo
e a noite o apanhou ainda
com as mãos cheias de sementes.
Ele semeava tranquilo
sem pensar na colheita
porque muito tinha colhido
do que outros semearam.
Jovem, seja você esse semeador
Semeia com otimismo
Semeia com idealismo
as sementes vivas
da Paz e da Justiça.



Cora Coralina )

Porque a sua vida foi poesia que deixou poesias.
Sandra Miranda

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Poemou ... Poemeu


Poeminha do Contra

Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,

Eles passarão…
Eu passarinho!



(Mario Quintana) 


Viver é um processo poético.
Sandra Miranda

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Poemou ... Poemeu



Soneto da Fidelidade

(Vinícius de Moraes)

De tudo, ao meu amor serei atento

Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto

Que mesmo em face do maior encanto

Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento

E em louvor hei de espalhar meu canto

E rir meu riso e derramar meu pranto

Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive

Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama

Mas que seja infinito enquanto dure.




Porque a vida é uma poesia de uma beleza sem par.
Sandra Miranda

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Reflexzooom



A riqueza desta frase é impactante: “Ele não fazia cerimônia no viver...”
Será que não fazemos cerimônia no viver?
Quantas coisas exigimos dos outros, de nós e da vida para nos sentir bem?  
Geramos regras, tipos, senhas... Para sermos aceitos. Todavia, será que realmente somos? Será que a calça marca X e a bolsa tipo Y são  garantias para a real aceitação?
Desconfio que não!

E que tal sentir: O sempre pouco e o tudo insuficiente?
Tanto para experimentar!!! E vivenciamos tão pouco, por nos forrarmos de tantos protocolos, de tantos “prá que isso” diria meu irmão.

Viver é tão grandioso, espetacular, maravilhoso...
É um processo tão indescritível que "tudo é insuficiente" mesmo!
Penso que nada que se faça dará conta de honrar a possibilidade de viver, porém é só mais uma maneira de fluir a ideia.

Então hoje convido e desejo um dia sem cerimônia, onde o sempre seja pouco e o tudo insuficiente!

Carinho meu, 
Sandra Miranda



O THYSSEN ESTÁ DE VISITA EM BRASÍLIA

  De  17/6 a 26/7 exposição a céu aberto, uma beleza atrás da outra. Capturei o que mais me chamou atenção. BERTHE MORISOT - O espelho psiqu...