terça-feira, 24 de março de 2015

Terceiro encontro com a emoção


No dia 21 de Março a imersão nas emoções foi maravilhosa!!!!

Ficamos das 14h30 até um pouco mais das 17h30 e teve quem dissesse: “Já acabou?”, o tempo passou rápido mesmo! 

Conversamos sobre autoconsciência, desde como se inicia uma emoção como raiva até o processo da ira, como surge a preocupação e como chega a ansiedade, como acontece o medo e como pode chegar ao pânico. 

Mostramos pesquisas que indicam quais as melhores formas de “esfriar” ou acalmar, além de atravessar a seara de quem vive melhor quem está atento a emoção ou quem é indiferente? 

Comprovamos que realmente  “A autoconsciência emocional torna o ser capaz de abandonar um estado de espírito negativo.”  Como assegura os cientistas que estudam as emoções.


Em Abril continuaremos trabalhando para a melhor  conscientização das emoções e você continua sendo o foco deste mergulho!


É sempre muito bom aprender na sua companhia!


Sandra Miranda

quarta-feira, 11 de março de 2015

Eu vou voar!



Não sei bem o que fazer de meu coração atrapalhado...

Tem um senso tão insensato de bater, mas fazer o que mesmo?

É assim... Se gosto não gostam, se gostam mudo a estação, meio sem sintonia... Estou sempre querendo deixar o casulo, mas a fase da lagarta tem feito festa!


Mas é só o começo, a verdade é que sempre estou na contramão emocional.

Que posso fazer com o sentir do outro? Se nem sei o que fazer com o meu próprio...

Tenho me oferecido na melhor encadernação, mas percebo que minha “leitura é pouca”, não entendo de sinais. Talvez faça libras! Talvez braile ou será que me basta banhar-me com pipocas?

Querer bem é um remédio e até bem pouco, nem me importava se a dosagem estava incorreta, preferia assim, exercitar meu bem querer do que deixar o coração fechar pela desatenção de quem vinha de lá!

Cheguei a pensar que suportava melhor o penhasco do desamor que a solidão, então percebi que a solidão é justamente se deixar empurrar penhasco abaixo, identifiquei aí o sinal incontestável de desvalidação.

Conclui que amar tem sim e não, tem riso e até correm lágrimas, mas tem que ter vontade de querer outra vez e de novo, tem que ser inclusivo, é isso!

Hoje quero borboletear... Ouvi meu riso, sentir-me sã e se for para atravessar a passarela só que seja! Mas meu coração continuará aberto, feito uma árvore que cresce sem parar, mas que já não oferece sombra a covardia e ao medo alheio.

Eu nasci para voarrrrrrr!!!!




domingo, 8 de março de 2015

HOJE É DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES

Hoje é dia internacional das mulheres, e ontem foi que dia?


Todo dia homens e mulheres acordam para construção de uma vida melhor. Todos  os dias homens e mulheres abrem seus corações para a ternura e amorosidade. Todos os dias homens e mulheres trabalham para salvar o planeta da ignorância, raiva, mágoa, prepotência, desonestidade e tudo que denigre o ser.

Todos os dias em todo canto do universo há gente de bem na construção do amor.

É bem verdade, que também há companheiros e companheiras que destoam, em nome da cultura, da mesmice, da preguiça, da falta de vontade, da vantagem, da comodidade.

Mesmo assim, gosto de pensar que dentro de cada um, há homens e mulheres sedimentando pontes para relações dignas para todos os gêneros, e hoje desejo ao feminino que mora dentro de cada um muita alegria, coragem e amor.





segunda-feira, 2 de março de 2015

Encontro com a emoção



No Sábado (28/2/15) que se passou, mais uma vez nos reunimos em torno do estudo sobre as emoções.

E passeamos pelas questões: Quais as minhas emoções mais frequentes? As reconhecemos? Sabemos lidar com as mesmas? E com o próximo, somos empáticos?

Autoconhecimento é um caminho libertador e sem volta. Na medida em que crescemos, passamos a ver em torno o mundo que somos. Entendemos que “lá fora”, é o resultado do desconhecimento de nossas próprias construções em desalinho.

Não ver como caminha a humanidade, que somos todos nós, não a torna melhor nem diferente de quem somos. Ao contrário a nossa indiferença, termina por nos arrastar a estados emocionais negativos, surpreendentes, desagradáveis. Para escolhermos a paz, o amor, a harmonia, se faz necessário afinar o instrumento que estamos.

Somos o que está lá fora, em grau menor, vemos o externo em letras neon, piscando, imensas. E parece-nos que fora tudo destoa, bem disse o cantor: “É que Narciso acha feio o que não é espelho”¹, porém podemos ficar com a escritora Margareth Drabbler ao dizer: “Quando nada é certo, tudo é possível.”  E refletir sobre nossas oportunidades de transformar o que chamamos “caos” em um espaço melhor.

Podemos  mudar a brincadeira, aos poucos, mas decisivamente, porém se não começamos a mudar-nos, continuaremos nós a olhar lá fora como algo estranho...


¹Sampa- Caetano Veloso





Carinho meu,
Sandra Miranda

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

PARA ALGUÉM TÃO COMO FUI

Queria a palavra exata para dizer que o compreendo. Verdade eu o compreendo!

Fiz tudo e talvez um tanto mais de bobagens do que você está fazendo. Disfarcei de todas as formas a minha solidão. Bebi demais, fumei demais, dizem que também “transei” demais, talvez, enfim, me adormeci  por um tempo, e enquanto a “modernidade” me devassava não entendi que só estava pedindo colo, atenção, carinho, um olhar que fosse até mesmo uma mentira que me fizesse sentir importante... Eu queria mesmo “um grande amor”, o mesmo que mandei embora, que traí, que destruí. Vá entender!



Por um tempo coloquei na mão do outro qualquer possibilidade de ser feliz.
Um tempo usado pela estupidez, onde tinha quase tudo: Dinheiro, algum poder, juventude e um vazio com o qual não sabia lidar e nem queria olhar.

Eu compreendo você e por isso não peço nada, nem para ir nem para não ir. Até brinco com sua “vida loca” para disfarçar o meu desespero, porque sei que neste momento, muito provavelmente, não entenderá as “velhas“ cheias de preocupações que o amam.
 
VAN GOGH
Quero  mesmo que saiba que compreendo porque me vejo em seu dissabor, porque bem conheci a solidão e porque hoje vivo de cara limpa olhando de frente  minha dor, quando ela por vezes me visita. Dor que teci entre uma ilusão e outra.
Não tenho como voltar atrás, nem faço o tipo santa, cansei de não ser quem sou para que não atirem “pedra na Geni”.  Hoje acolho meu coração com respeito, pois entendo que toda rebeldia foi um pedido de amor.  

Quero mesmo que saiba que o compreendo e também... Não compreendo!
Porque tão longe, se “O amor está em todo lugar”? Agora sei disso! Porque tanto risco? Logo agora que está ganhando o mundo, que está entre os “terrestres”, que ri , que sai, que dorme fora, que se rebela... Que tem tudo para se encontrar...

Eu compreendo uma parte de você, já fiz do mesmo: Noites, festas, cinismo, humor negro. Já “causei” também! Anestesiei o medo, mas só por um tempo, e no final do arco-íris ao invés de um pote de moedas encontrei um espelho que me perguntou:

Do que você enfeita a sua solidão?

“Quem é você quando ninguém está olhando?”


 Queimei de tanta dor, pois só eu não sabia o nome de minha agonia. Mas aí comecei outra vez, hoje depois de tanto andar, digo sem sombra de dúvidas: Eu o compreendo, mas o amo tanto que me atrevo invadir seu espaço para dizer: Se for se cuide e entenda que levará junto muitos corações. Se não for... Saberei que a festa começará onde tem que começar: Em você!




A você realmente desejo “que só os beijos te tapem a boca.”


Sinceramente,

Sandra Miranda

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Dor, choro e aprendizado


E então o dia amanhece trazendo sua lição de vida...

Mesmo que o olhar capte uma parte da poesia Criadora, o coração está confuso e as perguntas assombram: Por que eu? E agora? Não sei o que fazer! Não é possível! Fiz tudo certo!

Perguntas demais, respostas de menos e só a vontade de chorar prevalece, então é isso, chorar, deixar a tristeza dizer o que precisa para depois rever a situação com algum alívio.

Mesmo que se entenda que até o momento houve benefício, ou seja, que estava relativamente bem, o que fazer agora? As perguntas assombram, pois o medo domina: E se não conseguir? Ao mesmo tempo, algo diz: Você vai crescer! Você pode! Tudo se arruma com o tempo!

Descobre-se por fim que há mais medo do que vontade para resolver, mais rebeldia do que desejo de entender a lição da vida.
Então se corre aos amigos, no anseio de ficar onde se está. Um reconhece a dor e silencia, o outro o enquadra no contexto da realidade: Todos sofrem! Todos têm problemas e alguns bem maiores que o seu.
Você sabia bem disso, porém o olhar para si e somente si, cega a possibilidade de ver com clareza.
E então com a ajuda do outro que o vê com outra lente, aos poucos se volta ao lugar da situação. É verdade, você é único, porém tão especial quanto qualquer outro ser que sofre.

A linguagem da dor é própria a cada pessoa, porém todos a conhecem, todos querem se livrar de sua compreensão. Se para alguns fala de ingratidão, para outros diz medo declarado da incompetência, e outros ainda informa a falta de vontade de sair da zona de conforto, do espaço conhecido.

Não importa o que a dor sussurre ninguém a sente como você, da sua forma. O melhor amigo pode remetê-lo a olhar além da superfície, mas a cura se dá com o aprofundamento da questão vivenciada por você. Reconhecer e olhar de frente, assim se começa a investigação!

Na sociedade do ter que ser feliz, chorar, sentir os embates das lições pode oferecer a sensação de que se está pior do que realmente se está. Por vezes pode parecer que você está vivendo num mundo a parte, pois no mundo das aparências todos sorriem, porém é bom lembrar que chorar faz parte da natureza e tem sua própria função no circuito de alívio da dor.


Muitas vezes não se consegue compreender com facilidade a lição do encontro com essa amiga democrata, neste caso, o melhor a fazer é procurar ajuda profissional. Sempre vale a pena olhar para as raízes que constroem a história que se escreve.

Carinho meu,
Sandra Miranda



quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Gratidão, Desculpe e até breve.


Quero encerrar 2014 agradecendo a todas as pessoas que o tornaram tão especial, entre as quais você se inclui. Gratidão, gratidão e gratidão!

Porém especialmente desejo desculpar-me por todas as vezes que não consegui ser pelo menos um pouquinho melhor quando todos mereciam.  Não consegui por ignorância, por não saber, mas quis sempre, todas às vezes.


Sei que fui dura, que minhas palavras ainda são navalhas, sim ficando cegas, mas, ainda tem feito cortes, mesmo com todo empenho de melhoria!

Quero pedir desculpas porque não entendi.

Não me antecipei.

Pedir desculpas porque levei muito a sério...

Aproveito para reconhecer que senti preguiça de caminhar, mas caminhei e por fim, sempre foi muito legal! 
Também não dei a mínima a todas as saladas que desfilaram aos meus olhos... É verdade! Gosto mesmo é de arroz, feijão, batata frita (uiii) e Engordei é claroooo!  Mas com uma tranquilidade... Sem noção!

Queria ter sido mais! Muito mais! Mas de verdade, fui o melhor que soube ser, dei o melhor de mim.



Quero dizer que 2014 foi muito especial, estive com pessoas que amo, abracei-as, disse sinceramente o quanto são essenciais na minha vida, disse no olhar, com carinho, com atenção, com muita sinceridade. Não perdi o contato com meus amores, não perdi mesmo! Meu coração não descolou de nenhum deles, nunca!


Não dei desculpas,  não criei historinhas, fiz o mea culpa sem culpa nenhuma, já viu isso?

Quero dizer da sinceridade de 2014. Foi Tudo!

Fiz quase tudo que quis! Não fiz tudo porque graças ao Criador, Ele não dá “asas à cobra”, se desse, possivelmente teria me perdido sinceramente :)

Então é isso: Gratidão por ter feito parte desse ano tão maravilhoso e perdoe-me por tudo que não soube fazer, mas saiba que fiz o plus que pude, que a cada dia me propus vencer-me, consegui algumas vezes, todavia sempre e em qualquer circunstância melhorar-me foi o caminho.


Ser melhor também é por amor a você! Pois merecemos o mundo melhor, os sorrisos, os abraços, a ternura que sonhamos e por isso desejo que estejamos juntos em 2015, pois nós faremos 2015 valer cada instante como valeu cada momento de 2014!!! Uhuuuu


Carinho meu,
Sandra Miranda

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Gratidão em Poesias, flores e livros 20/12/2014 II





Alguns trechos de beleza:



Ausência
Carlos Drummond de Andrade

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

"Que a felicidade não dependa do tempo, nem da paisagem, nem da sorte, nem do dinheiro. Que ela possa vir com toda simplicidade, de dentro para fora, de cada um para todos. Que as pessoas saibam falar, calar, e acima de tudo ouvir. Que tenham amor ou então sintam falta de não tê-lo. Que tenham ideais e medo de perdê-lo. Que amem ao próximo e respeitem sua dor. Para que tenhamos certeza de que: “Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade”. (Carlos Drummond de Andrade)

"Parece que recebo mais felicidade entre quatro paredes do que no meio das pessoas. Para mim, nunca foi difícil ficar sozinho. Sempre foi melhor. Era algo natural. Sou como esses animais que cavam buracos, é meu instinto. Quando estou só, recarrego a bateria, construo. Já fui deprimido, suicida, mas nunca fui um solitário. Ser só significa que outra pessoa pode resolver seus problemas. Eu precisava era de mim mesmo."
(Charles Bukowski)

PRESENTES....







Que possamos continuar celebrando a vida, a alegria e a amizade em 2015, 16 e muito mais!

Gratidão em Poesias, flores e livros 20/12/2014


Minha vida se encheu de flores e então passei a observar jardins, a encantar-me, surpreender-me, relevar e elevar-me.

Minha vida passou a florescer em outras vidas, ficou melhor e perdi o medo...

Se um dia me vi apenas individual hoje bem sei que sempre fui plural.

Minha vida é um caminhar de gratidão ao templo dos corações que caminham na mesma busca.

Gratidão a todos por momentos muito mais especiais que este, mas que nos trouxeram até aqui.

Que possamos sentir as bênçãos do Aniversariante e que 2015 seja do tamanho de nossos corações!

Carinho meu a todos,


Sandra Miranda




sábado, 20 de dezembro de 2014

NENHUMA RIGIDEZ SERÁ PERDOADA

Fiquei refletindo quantas histórias de rigidez conheço que têm final feliz.

Sabem essas histórias de inflexibilidade, resistências... 

Pois então!

Esforcei-me o máximo que pude, mas não encontrei, penso que a vida funciona bem quando seguimos o fluxo, mas atenção! Seguir o fluxo não é deixar frouxo, é não resistir a experiência.

Tenho muitas lembranças, a idade faz isso... Floresce a mente de lembranças. Coleciono lembranças de risos e choros e... Mas são outras histórias.
Lembrei-me de relações em que pessoas achavam que podiam proibir seus pares de ser quem são e imaginem o que aconteceu?
Lembrei-me também de empresários que carregavam suas empresas nos ombros heroicamente (?) apesar dos pesares e imaginem o que aconteceu?

É isso!

Estamos na vida para viver, aprender, chorar, sorrir, chorar de novo, abaixar e levantar a cabeça, achar que perdeu sentir que perdeu, para no final da experiência entender que foi mais uma lição que cortou abusos, refez conceitos, transformou.


Ousar, fazer o melhor que pudermos, ir além, sentir medo e continuar, essa é a proposta, é assim que crescemos.

Nenhuma história é muito arrumada. Por vezes acontecem freios de arrumação, para checar se estamos atentos ao processo, ou se estamos entregando o troféu a outrem.  Podemos não entender que estamos abrindo mão da responsabilidade, mas o Universo repara o sutil que não percebemos e nos coloca no centro outra vez.

Viver é uma delícia, doce, doce, amarga, amarga, doce. A diversidade ensina e flexibiliza.

Entendo. Queremos que tudo saia perfeito, provavelmente um dia sairá quando o nosso nível de exigência mudar, quando pararmos de bater os pés querendo o que não fizemos por merecer.

Tenho escutado algumas narrativas que enquanto acompanho o olhar do contador, o vejo defronte a um abismo que só ele vê, é a história dele, ele bem que pode mergulhar no abismo, e ver o que acontece depois... Alguns mergulham e dizem depois: Não há abismo, o medo superdimensiona, medo, coragem, medo, coragem, ir com o coração.


Vai! Vai para vida, nenhuma rigidez tem chance de progresso, viver não é para os fracos afinal.
Vai! Pois se você não for ninguém irá por você e o tempo é um professor atento, não espera e por fim... Mata.

Escutei: “Hoje a Sandra está...” e completo: Inspirada!

Sandra Miranda





O THYSSEN ESTÁ DE VISITA EM BRASÍLIA

  De  17/6 a 26/7 exposição a céu aberto, uma beleza atrás da outra. Capturei o que mais me chamou atenção. BERTHE MORISOT - O espelho psiqu...